sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Paris - Dias 65 a 68

Mais uma semana! A rotina é sempre a mesma... e até já vou decorando as caras. E esta semana cruzei-me todas as manhãs com o Fidalgo. De tal forma, que tenho que vos descrever o Fidalgo.
A primeira vez que o vi, ele estava ao fundo da rua e eu seguia na sua direccão. (Parece uma letra de uma música do Vítor Espadinha, não parece? Mas não se entusiasmem.) À medida que me ia aproximando, ele foi-me parecendo cada vez mais familiar... mais português... Magro, baixito, de fato-de-macaco e capacete das obras e... aquele bigode farfalhudo que não engana! Só podia ser português! Quando cheguei mesmo perto, pude ler o nome escrito no fato-de-macaco: Fidalgo! E ainda por cima, o Fidalgo tem aquele ar de quem tem sempre entre mãos muito trabalho, muita responsabilidade e o estão sempre a chatear... tão luso... aposto que culpa todos acerca de tudo... Espero que as obras nas condutas da minha rua demorem, para ir vendo o Fidalgo. E agora, que escrevo sobre isto, me lembro: naquele dia em que fiquei sem água em casa, aposto que a culpa NÃO foi tua, pois não, Fidalgo?

2 comentários:

Anónimo disse...

Estou a ficar um "habitué" das tuas descrições de traços fisicos e psicologicos. Ja passo mal sem ler estas cronicas...
Gostei de conhecer o teu Fidalgo.
Imagina lá ele, algum dia, ser objecto de admiração de alguem tão ilustre?...

Anónimo disse...

Imagina lá, eu poder admirar alguém tão ilustre como o Fidalgo...