quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Paris - Dias 76 a 83

Mais uma ida a Portugal, mais um grande intervalo aqui no blog... Entretanto, acabou a greve (por quanto tempo, é agora a questão) e resolveram fazer umas patuscadas lá para os banlieues que são as Buracas cá do sítio, mas sem Buraka Som Sistema (eu andava a ver como ia meter BSS aqui no blog; finalmente, consegui!). Na cidade, ninguém parece preocupado com os incidentes. Portanto, eu também não estou.
Fui visitar o museu d'Orsay. Adorei. Principalmente, porque tive a sorte da exposicão temporária do pintor Ferdinand Hodler, para mim desconhecido, ser muito boa. O próprio museu é muito bonito. Mas, uns dias a seguir estava na Fundacão Calouste-Gulbenkian e lembrei-me que temos em Lisboa um museu com uma coleccão impressionante, que pode ser menor em dimensão, mas não é em qualidade das obras. Para mim, apesar de absolutamente ignorante em questões de arte mas não desprovida totalmente de sensibilidade, o museu Calouste-Gulbenkian é top! Assim como o museu de Arte Antiga, também em Lisboa. Conhecem? Se calhar, não... Então, antes sonharem com Paris... visitem Lisboa!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Paris - Dias 69 a 75

Desta vez, o atraso no blog até não se deve à falta do que escrever, mas sim ao tempo.
No fim-de-semana passado, fui visitar o Hôtel des Invalides, o que inclui visitar o museu da Armada e o túmulo de Napoleão. Valem ambos a pena. Mas, o que eu retive foram as imagens da águia (a mesma!) que aparece tombada na zona do museu da Armada dedicada à Segunda Grande Guerra (a águia de Hitler) e que aparece glorificada junto ao túmulo de Napoleão. A águia é a mesma, os séculos é que são diferentes, e os países também... mas a águia é a mesma (e a estatura dos "homenzinhos" em causa também)...
O frio aumentou. A greve dos transportes voltou. A Franca está a meio gás desde quarta-feira. Para mim, siginifica andar mais a pé (o que até é bom, mesmo com frio...) e, sempre que me meto no Metro, ser empurrada, "espremida", quase sufocada e ter que lidar com uma populacão que fica completamente selvagem! A civilidade, em Paris, é muito frágil: uns dias sem transportes e nem sombra dela... O que vale são os velhotes franceses que vão lembrando que para eles, que sobreviveram à Grande Guerra, aquilo não é nada...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Blog chamando Terrinha... Câmbio.

A Terrinha, como sempre, é parca em novidades. (Ou eu, em informação...) A verdade é que a maioria das vezes apenas sei da Terrinha as novidades que todo o país sabe. Por isso, que eu saiba, nada de importante há a informar.
O nosso arranha céus de estimação ainda se mantém firme e hirto.
É verdade! Já temos mais uma passagem... para a outra margem. (Mas até isto se soube mais depressa em Paris!)
Por falar nisso, não havia outra cor para pintar os pinos????? Sei lá, um tom qualquer nacarado! Mais aos tons da moda!
Agora que falei em "decor", lembrei-me de uma novidade: a nossa Praça hoje ficou mais triste... Tiraram as floreiras de todas as janelas. De manhã, quando por lá passava a caminho do meu 27, lá estava o Sr. da Escada a tirar uma por uma as floreiras que coloriam a nossa Praça e, de certo modo, as minhas manhãs. Sabia-me bem passar ali e ver toda aquela cor de manhãzinha. Provavelmente quase ninguém reparava nelas, mas tenho a certeza que todos vão reparar que a Praça está diferente, mais triste, só com as cores do Outono.
Já que estou no tema, aproveito para lançar aqui um repto aos Srs. que mandam: Que tal fazer a limpeza da Páscoa já pelo Natal e mandar limpar a minha rua, não??? Não fazemos questão de ter a decoração de Natal feita pelos montes de areia e terra que por lá foram depositados. Estejam à vontade para nos privarem da presença daquela poeira toda! Teremos saudades mas, certamente, sobreviveremos ao choque...
Mas ainda assim a Terrinha não passa despercebida a quem a visita. Que o diga o "Zé Coimbra" que, para minha alegria matinal, começou o seu "Café da Manhã" de hoje a falar da Terrinha!
Verdade!! O Sr. disse estar encantado com este tão lindo cantinho à beira mar plantado!!! E não é para menos! Volte mais vezes! ( Mas principalmente, fale da Terrinha mais vezes!!!)
... Eu sabia que havia alguma razão plausível para eu ouvir a RFM logo de manhã...

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Paris - Dias 65 a 68

Mais uma semana! A rotina é sempre a mesma... e até já vou decorando as caras. E esta semana cruzei-me todas as manhãs com o Fidalgo. De tal forma, que tenho que vos descrever o Fidalgo.
A primeira vez que o vi, ele estava ao fundo da rua e eu seguia na sua direccão. (Parece uma letra de uma música do Vítor Espadinha, não parece? Mas não se entusiasmem.) À medida que me ia aproximando, ele foi-me parecendo cada vez mais familiar... mais português... Magro, baixito, de fato-de-macaco e capacete das obras e... aquele bigode farfalhudo que não engana! Só podia ser português! Quando cheguei mesmo perto, pude ler o nome escrito no fato-de-macaco: Fidalgo! E ainda por cima, o Fidalgo tem aquele ar de quem tem sempre entre mãos muito trabalho, muita responsabilidade e o estão sempre a chatear... tão luso... aposto que culpa todos acerca de tudo... Espero que as obras nas condutas da minha rua demorem, para ir vendo o Fidalgo. E agora, que escrevo sobre isto, me lembro: naquele dia em que fiquei sem água em casa, aposto que a culpa NÃO foi tua, pois não, Fidalgo?

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Paris - Dia 64

De regresso a Paris, mais uma vez...
Na viagem de regresso, a tripulacão era toda masculina. Muito "motivados" para as questões de seguranca... Eu estava sentada junto a uma saída de emergência e, para manter o meu lugar, tive que garantir que conseguia puxar a alavanca de seguranca e abrir aquilo. É claro que sou capaz... Mas mesmo assim ele advertiu-me que era uma grande responsabilidade a que eu tinha! Para a próxima, vou negociar um desconto no bilhete...
O tempo está bom, mais frio do que Portugal, mas o céu está azul... nacarado, como diria uma amiga minha (falta-lhe a segunda demão de azul, como diria outra).
Hoje, tenho que abastecer a minha despensa (para mais 17 dias de cidade-luz...), e lavar a roupa, e fazer a limpeza... A vida de emigrante é dura!